Eleição de 2020 a mais engessada da história

(Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

As restrições exageradas da Justiça Eleitoral brasileira provocaram uma das piores disputadas da história do Brasil, o clima nas ruas e no início das votações mostravam o povo apático e conformado com os problemas políticos brasileiros, como se fossem impossível solucionar, como o fim do mundo estivesse próximo e tudo só se resolveria em 50 anos.

No período de campanha, restrições como a utilização de placas e limitações para equipamentos de som deixaram um saco a disputa, sem falar dos debates de televisão, jornais e rádio que praticamente foram cortados, daí o sistema só beneficiou os candidatos com acesso a recursos financeiros ou os milionários, os ‘sem recursos’ fizeram a divulgação das propostas e do número, somente no círculo de amizade.

Quem queria fazer propaganda virtual encontrou preços absurdos nas redes sociais: uma propaganda no Facebook variava de R$ 12 a R$ 3, tornando o preço do voto insuportavelmente alto.

Além do valor alto para divulgação da candidatura no ‘face’, o impulsionamento de matérias políticas foram bloqueadas e um cadastro era necessário, qualquer erro era fatal, como por exemplo esquecer de colocar a correta localização da própria cidade, e um erro levaria o recurso a ficar congelado por até seis meses, sem a garantia do dinheiro imediato de volta.

O WhatsApp limitou o compartilhamento de santinhos e bloqueou milhares de contas, como aconteceu comigo por divulgação de matérias.

Para 2022, o sistema precisa ser democratizado, as redes sociais cheias de algoritmos e com o pensamento arrecadatório não são o caminho.

O acesso a informação para o voto deve ser democratizado.

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