Envolvidos em esquema de taxas do Detran têm bens bloqueados

(Foto: Juliano Pedrozo/Detran-PR)

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 69,9 milhões em bens de 16 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, pela Operação Taxa Alta. A ação apura, desde novembro do ano passado, ilegalidades no contrato de credenciamento de empresas para serviços de registro eletrônico de gravames de veículos no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), ocorrido no curto governo Cida Borghetti (PP).

A decisão foi emitida pela 12ª Vara Criminal de Curitiba no dia 20 de abril e informada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) na última quinta-feira (7). A partir das investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, o MP-PR também obteve na Justiça a suspensão do contrato administrativo firmado entre o Detran-PR e a Infosolo.

De acordo com o apurado até o momento pelo MP-PR, os sócios da empresa Infosolo, a partir de articulação com os ex-funcionários públicos investigados, elaboraram o edital de concorrência em 2018, que regulamentou os contratos de financiamentos firmados no Estado do Paraná. O MP-PR informa que em razão dos atos ilícitos praticados com a finalidade de beneficiar a Infosolo, houve considerável prejuízo aos consumidores que financiaram veículos, pela cobrança de taxas injustificadamente elevadas.

A empresa brasiliense Infosolo, que tem entre os sócios Alexandre Georges e Basile Pantazis, faturou, entre novembro de 2018 e junho de 2019, cerca de R$ 77 milhões. De acordo com processo, a empresa investigada realizou pedido de credenciamento para o serviço 24 horas após a publicação do edital e, por um período, praticamente monopolizou a atividade, em razão de ter sido beneficiada no início e ter atuado de modo exclusivo.

Antes das fraudes, de acordo com a operação, o preço cobrado pela taxa de registro de financiamentos era de R$ 150, e depois do contrato com a empresa, passou a ser de R$ 350. A família dos gregos, como são conhecidos os Pantazis no Planalto Central, montou negócios em diversos estados, como Maranhão, Minas Gerais e Paraná. De acordo com o portal Metrópoles, os Pantazis levam uma vida sofisticada na capital federal. “Até recentemente, parte da família alugava a mansão no Lago Sul comprada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em negociação de R$ 23 milhões”, afirma a publicação.

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