Concessão do transporte coletivo ê negócio da China

(Foto: Facebook EP)

José Carlos Chicarelli

A maioria da população da capital paranaense não sabe que esse tipo de negócio não dá prejuízo para os empreendedores desde 2012, quando iniciou o subsídio da passagem de ônibus em Curitiba, na gestão do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) e que continuou em vigor na de Gustavo Fruet (PDT) e na de Rafael Greca (DEM) – com o democrata passou a ser uma das maiores tarifas das capitais brasileiras, com valores superiores ao de Rio de Janeiro e São Paulo.

Foi um excelente jeitinho do poder público pagar uma diferença entre o valor da tarifa real e a projetada pelas concessionárias, diferença bancada pela Urbs, através da tarifa técnica.

Atualmente o custo para se andar de “busão” é de R$ 4,50 e a a concessionária recebe da Urbs R$ 5,25, devido a tarifa técnica, isso mesmo R$ 0,75 são bancados pelo poder público, com recursos vindos dos impostos arrecadados pelo Estado do Paraná ou pela Prefeitura de Curitiba.

Uma rápida procura na web, vamos descobrir que em 2012, quando da criação pela Urbs da tarifa técnica e consequente subsídio, o valor da passagem de ônibus era de R$ 2,50 reais e a técnica R$ 2, 56.

Em um cálculo rápido é fácil concluir que desde 2012 a passagem subiu 180%, já o subsidio passou de seis centavos para setenta e cinco centavos, alta de 1.250%, valor maior que a inflação do período 2012-2020, o que garantiu uma correção invejável de todos itens que compõe a tarifa técnica.

A tarifa técnica com diferença reembolsada para as concessionárias garante um negócio da China, com custos provavelmente engordados, e que afugentam o cidadão de um transporte ruim, com excesso de passageiros espremidos nos horários de pico, sem ar condicionado ou quente e sem wi-fi.

José Carlos Chicarelli é ex-vereador e ex-membro da CPI da Urbs (do transporte Coletivo), em 2012

5 COMENTÁRIOS

  1. Puxa verdade, porisso que os prefeitos ficam do lado do empresarios do transporte rola uma diferenca de tarifa que é bancada pela prefeitura e estado

  2. Temos que privatizar abrir concorrencias entre as linhas e mas camaletas passagem de inicio cairia p menos metade ou seja 2 reais que acho o preço justo

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