A mãozinha de Paulo Bernardo no esquema de Lulinha com a Vivo

O Antagonista informa que Fábio Luís Lula da Silva não bebeu só da fonte da Oi. Como O Antagonista revelou em 2016, a Movile Internet Móvel injetou milhões na fracassada “Nuvem de Livros”, espécie de biblioteca virtual da Gol Mobile, de Jonas Suassuna – sócio de Lulinha.

A novidade é que a Operação Mapa da Mina descobriu que o grosso desse dinheiro saiu dos cofres públicos.

Precisamente da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), do qual o então ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo Silva, era conselheiro de administração. Assinado em maio de 2014, o contrato de financiamento a fundo perdido estava vinculado à criação de aplicativos de conteúdo nacional.

Um ano antes, o mesmo Paulo Bernardo havia emitido portaria nº 87 que eliminava PIS/Pasep e Cofins sobre a receita da venda de smartphones que apresentassem, vejam só, um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no Brasil.

O MPF descobriu que, após a medida, os repasses da Movile para a Gol Mobile saltaram de pouco mais de R$ 150 mil para R$ 1,5 milhão – mesmo com um volume de acessos inexpressivo à tal Nuvem de Livros.

Os investigadores também descobriram que Fabrício Bloise Rocha, sócio-fundador da Movile, se reuniu com Suassuna na sede do grupo Gol um dia após a primeira liberação do contrato da Finep.

Na quebra de sigilo da Gol, apurou-se que a empresa de Suassuna recebeu da empresa de aplicações móveis um total de R$ 40 milhões, entre 2014 e 2016.

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