terça-feira, junho 25, 2024
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Progresso na Construção da Ponte Guaratuba-Matinhos

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A movimentação intensa de trabalhadores, guindastes e embarcações na Baía de Guaratuba é perceptível para moradores e turistas que transitam entre Matinhos e Guaratuba devido às obras da ponte que conectará permanentemente as duas cidades em 2026, com um orçamento de R$ 386,9 milhões, a construção da Ponte Guaratuba-Matinhos já alcançou cerca de 7% do cronograma estipulado no contrato firmado pelo Governo do Estado com o Consórcio Nova Ponte, que venceu a licitação com prazo de 24 meses para conclusão.

Após a emissão da Licença de Instalação pelo Instituto Água e Terra (IAT) e a ordem de serviço assinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), no dia 30 de abril, o número de funcionários dobrou, passando de 100 para 205. No auge da obra, o Consórcio estima que até 600 profissionais atuarão nas diversas frentes de trabalho simultaneamente.

Atualmente, os esforços estão concentrados na fase de fundação, com a produção das estacas e vigas de concreto pré-moldado que sustentarão a estrutura de 1.244 metros. “O cronograma estipulado em contrato prevê que a etapa de fundação seja concluída em aproximadamente oito meses”, explicou o engenheiro civil Márcio Ramos de Araújo, integrante da equipe de engenharia do Consórcio Nova Ponte.

Serão fixadas 64 estacas, pesando em média 470 toneladas, ao longo do percurso, majoritariamente na água. O material para essas grandes peças de infraestrutura é produzido em uma usina de concreto montada na cabeceira da futura ponte do lado de Guaratuba, próximo ao desembarque do ferry boat, onde é possível observar os enormes guindastes em operação diária.

No canteiro de obras, trabalhadores também se dedicam à montagem de peças metálicas que servem de molde para a concretagem das estacas e à fabricação das vigas pré-moldadas que compõem a base da nova ponte. Cada peça demanda cerca de 40 a 50 metros cúbicos de concreto, pesando entre 75 e 85 toneladas após prontas. O transporte dessas peças pela baía será realizado por treliças lançadeiras, equipamentos metálicos comuns na construção civil para movimentação de grandes estruturas.

Funcionários também estão focados no transporte e manutenção da perfuratriz utilizada para abrir o espaço necessário entre as rochas onde as estacas serão fixadas. O processo de perfuração é complexo, envolvendo diferentes tipos de rochas. “Na primeira estaca, a perfuratriz avançou cerca de 50 centímetros por hora, demorando cerca de três dias para concluir o serviço, mas cada uma será instalada em um solo com rochas diferentes, então esse tempo pode variar”, relatou Araújo.

A ponte contará com duas pistas em cada sentido, além de duas faixas de segurança, barreiras rígidas de concreto para prevenção de acidentes, calçadas com ciclovia e guarda-corpos nas extremidades.

A instalação da parte estaiada da ponte, onde a maior parte do peso da estrutura é sustentada por cabos de aço ancorados por torres, será uma das etapas mais complexas e demandará mais material. A escolha arquitetônica visa criar um vão-livre de 160 metros sob a ponte, permitindo um canal de navegação para embarcações com 17 metros de altura e 90 metros de largura, sem necessidade de içamento da estrutura, como em outras pontes. Assim, o tráfego marítimo não será prejudicado.

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