Paraná é o berço da nova poesia brasileira

Andréia Carvalho Gavita (Foto: divulgação)

“Às vezes, aos domingos”, projeto mensal com autores paranaenses, realiza neste domingo, 22 de novembro, a sua sexta edição e tem como convidados Alvaro Posselt e Andréia Carvalho Gavita. Gratuito, o evento acontece a partir das 17 horas no Instagram @alvaroposselt. Posselt e Andréia devem conversar sobre poesia, processo criativo, obras publicadas e também vão ler poemas autorais.

Um dos idealizadores do projeto, o escritor Guido Viaro lembra que, como o escritor russo Tolstói disse, para ser universal devemos cantar a nossa aldeia. “E o projeto ‘Às vezes, aos domingos’ é uma maneira de a aldeia cantar seus poetas e prosadores”, diz Viaro, que acaba de publicar o seu décimo oitavo romance, Trem.

O comentário de Viaro define a finalidade do projeto: divulgar poetas e escritores do Paraná. Em junho, ele convidou o escritor Marcio Renato dos Santos para fazer uma live, o que resultou não apenas em um encontro virtual, mas nesta proposta que, uma vez por mês, viabiliza o encontro de dois autores paranaenses. “A pandemia nos impulsionou a buscar uma alternativa para que escritores e poetas tivessem visibilidade”, comenta Santos, autor de 8 livros de contos, entre os quais A cor do presente (2019).

Descentralizado, plural

Ponta-grossense, Andréia Carvalho Gavita é autora, entre outros títulos, dos livros de poemas A cortesã do infinito transparente (2011), Grimório de Gavita (2014), Panfletos de Pavônia (2017) e Neônia (2019). Mediadora no Coletivo Marianas, participa da edição da revista Zunái, trabalha no Departamento de Ciências Florestais da UFPR e é graduada em Gestão Ambiental. Já o curitibano Alvaro Posselt tem 9 livros de poemas publicados. Divulga a poesia em oficinas nas escolas públicas. Transformou sua casa em um espaço cultural, a Casa Posselt. Alguns de seus poemas breves foram pintados em mural na Travessa da Lapa, no centro de Curitiba. Um deles ficou famoso: “Curitiba não nos poupa/ Ontem tomei sorvete/ Hoje tomo sopa”.

Já o curitibano Alvaro Posselt tem 9 livros de poemas publicados. Divulga a poesia em oficinas nas escolas públicas. Transformou sua casa em um espaço cultural, a Casa Posselt. Alguns de seus poemas breves foram pintados em mural na Travessa da Lapa, no centro de Curitiba. Um deles ficou famoso: “Curitiba não nos poupa/ Ontem tomei sorvete/ Hoje tomo sopa”.

Já participaram de “Às vezes, aos domingos” Jaqueline Conte, Jonatan Silva, Carlos Machado, Jô Bibas, Etel Frota, João Lucas Dusi, Ernani Buchmann, além dos dois curadores, Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos, no primeiro encontro, em julho. “Convidamos autores de obras que admiramos, e eles e elas são muitos, tantos. É possível seguir com essa proposta por um longo tempo”, dizem, em coro, Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos.

“O projeto permite dar visibilidade para a atividade literária local, divulgar o trabalho e os profissionais para a comunidade local, transformando-se gradualmente em uma marca, que pode gerar outras ações”, afirma Claudia Lubi, publicitária e uma das sócias da Soma de Ideias, empresa apoiadora da proposta e responsável pela identidade visual de “Às vezes, aos domingos”.

Informações sobre o evento e as próximas atrações no Instagram @somadeideias e no blog tulipasnegraseditora.blogspot.com

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