Greca governa Curitiba para a vaidade dele, diz João Arruda, durante sabatina

João Arruda (Foto: Eduardo Matysiak)

O candidato à Prefeitura de Curitiba pelo MDB, João Arruda, disse que o atual prefeito Rafael Greca (DEM) “governa muito para a vaidade dele”.

Arruda criticou o que classificou como “vai e volta” de Greca no combate à pandemia do novo coronavírus, durante sabatina promovida pela Folha em parceria com o UOL.

“As decisões são tomadas em torno da vontade política do prefeito, se ele sente algum desgaste, por conta de algum setor específico, ele volta atrás nas decisões”, declarou às repórteres Ana Carla Bermúdez, do UOL, e Katna Baran, da Folha.

Segundo o candidato, o atual prefeito não encontrou alternativas criativas com a colaboração da comunidade durante a pandemia.

Segundo Arruda, Curitiba tem um sistema de saúde fragilizado. “Temos um problema sério nas unidades básicas da saúde, não tem gestão eficiente na integração das unidades que temos aqui”, afirmou.

“O prefeito não investiu nem na proteção dos nossos profissionais de saúde, e o próprio sindicato teve que entrar na justiça pra conseguir luvas, máscaras, álcool em gel e material para trabalhar”, disse.

Última pesquisa Ibope trouxe a liderança de Greca com 47% das intenções de voto. Arruda tinha 3%.

OBRAS DA LINHA VERDE
O candidato coloca como prioridade a reestruturação da Linha Verde, retirando os semáforos e acelerando as obras.

Segundo ele, a atual gestão não fez nenhuma obra, e se Curitiba continuar nesse ritmo, a Linha Verde termina em 36 anos. “Vai ajudar a desenvolver e unir a Grande Curitiba, ajudando a diminuir a poluição na cidade”, disse.

A promessa do candidato é de finalizar a obra em quatro anos.

RELAÇÃO COM BOLSONARO
Quando questionado sobre a relação com o governo federal, Arruda afirma: “Eu não votei no Bolsonaro”.

Ele afirma que, por ter sido deputado federal quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tinha o mesmo cargo, o conhece muito bem.

“Nunca vi no Bolsonaro uma pessoa bem-intencionada no sentido de construir propostas com consistência em relação a projetos importantes que tramitaram na câmara”, disse.

O candidato ainda afirmou enxergar o presidente como alguém que sempre tenta “se promover, aparecer”. “Não era a pessoa mais indicada para assumir o cargo de presidência da república”, declarou.

Perguntado sobre posicionamento político, ele afirma se considerar de centro. Mas afirma: “O radicalismo, extremismo, é burro”. “Não podemos nos limitar a posições ideológicas, é preciso fazer isso de maneira democrática e aproveitar o que há de bom de todos os lados”, afirmou.

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