Patinetes e bicicletas devem pagar Estar

Rafael Greca com diretores da Yellow ( Foto:Valdecir Galor/SMCS)

Saiu no diário oficial do município de ontem que a Urbs vai poder começar a cobrar Estar dos patinetes e das bicicletas “Yellow”, mas as motocicletas vão continuar estacionando no centro da cidade gratuitamente.

A iniciativa deve encarecer o preço e enfurecer o usuário do sistema de compartilhamento com a nova regra editada pela Secretaria de Governo de Rafael Greca (DEM).

A prefeitura negou a intenção de cobrança de Estar para patinetes e bicicletas e a assessoria afirmou que o decreto destina para compartilhamentos de carros elétricos.

Prefeitura isentou nesta segunda-feira (11/11) o pagamento do Estacionamento Regulamentado (EstaR) para carros 100% elétricos nas vias públicas da capital com a assinatura do decreto para este fim. O objetivo é incentivar a eletromobilidade e o uso de veículos não poluentes na cidade.

O decreto vale para veículos elétricos particulares e também para carros de compartilhamento elétrico (sharing) – aluguel de curta duração e para curta distância desses veículos – na cidade.

Com o decreto, o dono de veículo elétrico poderá ficar sem pagar o EstaR por até duas horas, de acordo com a área já disponível para estacionamento rotativo na cidade. No caso do car sharing, não haverá limite de horas para a isenção.

Ainda são poucos veículos elétricos em circulação em Curitiba, mas a perspectiva é que esse número aumente, com aumento da produção de montadoras, como Renault e outras fabricantes, e a implantação do car sharing.

Funcionamento

Com o decreto, o dono de veículo elétrico poderá ficar sem pagar o EstaR por até duas horas, de acordo com a área já disponível para estacionamento rotativo na cidade. Após esse tempo terá que mudar de local.

Segundo dados do Detran-PR, a frota de veículos elétricos em Curitiba ainda é pequena – são 89 automóveis – mas deve crescer significativamente nos próximos anos. No caso do car sharing, não haverá limite de horas para a isenção.

A Prefeitura definirá áreas específicas para estacionamento de veículos elétricos alugados. A intenção é implantar as primeiras vagas na região central, próximos a postos de recarca da Copel.

Para usufruir da isenção – o decreto tem validade de dois anos – os donos de veículos e as empresas de car sharing deverão fazer um cadastro na Urbanização de Curitiba (Urbs). As informações necessárias para o cadastro serão divulgadas por meio de portaria.

“É um incentivo importante para os carros elétricos, o que deve contribuir para a diminuição do número de emissões de poluentes e, com o car sharing, reduzir o número de veículos particulares no trânsito da cidade, melhorando a fluidez do tráfego”, disse o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Rede de car sharing

Em julho desse ano, o prefeito e a direção da montadora Renault se reuniram para discutir uma parceria para viabilizar a criação de uma rede de car sharing elétricos na cidade. A intenção da montadora de origem francesa é colocar em operação 500 carros no modelo de car sharing até 2025.

Há também startups interessadas na fabricação e na operação do mercado de carros elétricos, segundo Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento.

“Curitiba vem somando esforços para se colocar no topo da transformação energética e no uso de novas tecnologias. Esse decreto, que foi estruturado com a participação de vários atores, é uma iniciativa que comprova esse compromisso”, afirmou Cris Alessi.

Aluguel

O modelo de car sharing estabelece o aluguel do carro elétrico e a contratação do serviço se dá por meio de um aplicativo no celular. O usuário utiliza o veículo apenas pelo tempo necessário e depois o devolve.

É possível, dentro da área de abrangência do serviço, pegar o veículo em um ponto e devolver em outra área da cidade, em um sistema similar ao dos aplicativos de patinetes e bicicletas. O pagamento é feito por minuto e inclui todos os serviços.

Estima-se que pelo menos 5 milhões de pessoas no mundo já utilizam esse sistema, segundo dados compilados pelo World Resources Institute (WRI). Além disso, a estimativa é que para cada carro elétrico compartilhado é possível evitar o lançamento de 15 toneladas de CO2, o que equivale à poluição gerada por nove carros a combustão por ano.

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