Cláudio Osti escreve no Você Esporte Clube que o contrato entre a Rede Globo, clubes e a Federação Paranaense de Futebol para a transmissão dos jogos do Campeonato Paranaense, via tv fechada e aberta, terminou.
Chegou a hora de colocar todas as possibilidades na mesa para negociar com os novos e velhos interessados. E, obviamente, faturar mais.
O mundo sabe que o futebol é um grande negócio. Apesar disso, o Paraná ainda engatinha neste mercado que movimenta bilhões de dólares.
Cada um vai ter que fazer a sua parte para movimentar esse mercado. Isso inclui a Federação Paranaense de Futebol que ainda está na idade da pedra quando se fala em marketing, criação de novos produtos agregados ao futebol, prospecção de negócios e promoção da competição.
É sempre bom lembrar que o Estado tem a quinta economia mais rica do País e é inovador em uma infinidade de setores. Menos na administração do futebol. Mesmo nesta mesmice sem fim, no ranking da CBF, a FPF ocupa a quinta posição.
A cota paga aos clubes de futebol do Paraná é uma das menores entre os principais campeonatos. Vamos aos extremos. Enquanto os quatro grandes clubes paulistas recebem 17 milhões cada; no Rio 15 milhões; em Minas 12 milhões e no Rio Grande do Sul, também 12 milhões; os principais times do Paraná recebem R$ 450 mil cada um.*(fonte Gazeta do Povo)
Comparativamente é uma merreca.
Aliás é uma merreca mesmo comparando com estados muito mais pobres do que o Paraná. O Bahia recebeu 850 mil. O Avaí, 650 mil. Ou seja, o Paraná é o suplente do primo pobre.
E é isso que será colocado na mesa. Hoje o Paranaense é comercializado por algo em torno de R$ 7 milhões. Quem é do ramo acredita que vale pelo menos R$ 25 milhões.
Apesar dos corneteiros (eu inclusive), é fato que o futebol do Paraná cresceu nos últimos anos. Dos 12 times que disputam a primeira divisão do estadual, um está na primeira divisão (Athletico), quatro na série B – Coritiba, Londrina, Paraná e Operário -, Cianorte, Maringá e Foz na série D. Isso deve valer alguma coisa.
Dentro de duas semanas será criada uma comissão de negociação e o mercado será comunicado que serão abertas as negociações com os interessados.
Além da TV aberta, também está em jogo as transmissões pela TV fechada, Pay per View e via internet. Duas empresas que fazem transmissão via streaming já procuraram a Federação Paranaense para conversar: A Netshoes e a LiveFc, além da portuguesa Mycujoo.
A francesa Dazn também está de olho nos estaduais após fechar a compra das transmissões da Série C da CBF.
Há aí uma nova oportunidade de sair da mesmice, de chacoalhar o bambuzal, e de dar mais alguns passos para que o futebol do Paraná seja realmente forte.