segunda-feira, julho 22, 2024
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Como são feitas as fundações da Ponte de Guaratuba

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O progresso no canteiro de obras da Ponte de Guaratuba se concentra atualmente nas fundações dos pilares que sustentarão o tabuleiro por onde passarão os veículos. Neste estágio, três estacas estão em execução na margem de Guaratuba, sendo duas em terra e uma no mar, marcando o início da cabeceira da ponte, de um total de 64. Paralelamente, no canteiro de obras, estão sendo produzidas camisas metálicas para cravação, armações e peças pré-moldadas na central de concreto. O avanço do projeto já atinge cerca de 7%.

O processo de construção da ponte se inicia nas fundações, com a cravação da camisa metálica, um tubo gigante, por meio de um martelo hidráulico, tanto na areia quanto na parte externa da rocha, fixando-se na base da baía. A seguir, ocorre a escavação do solo e da rocha dentro da camisa metálica, seguida pela limpeza e drenagem da água com o uso de um airlift, equipamento especializado.

Posteriormente, as armações de ferro são içadas e posicionadas dentro do diâmetro da camisa metálica, para então receberem a concretagem submersa, finalizando as estacas.

Atualmente, três desses fundamentos estão prontos e recebendo concreto, enquanto as demais estacas são progressivamente executadas, com todo o material preparado no canteiro de obras. O projeto prevê 64 estacas, com diâmetro variando entre 180 cm e 220 cm, e comprimentos de 20 a 50 metros, adaptando-se à lâmina d’água. Cada conjunto demanda de 5 a 10 dias para sua instalação completa.

Larissa Vieira, engenheira fiscal da obra do DER/PR, destaca a complexidade do trabalho offshore devido às características marítimas. “Além do porte da obra e sua complexidade, a baía apresenta condições geológico-geotécnicas, hidrológicas e climáticas que podem influenciar na execução dos serviços. O material a ser escavado no leito da baía é heterogêneo, com presença de solos alterados, matacões e diferentes níveis de alteração de rocha. Também é necessário considerar as variações da maré, ventos, mau tempo e outros fatores que impactam na qualidade do serviço e na segurança dos trabalhadores”, explica.

De acordo com a engenheira fiscal, os trabalhos seguem dentro do prazo. “Há um planejamento para a execução de cada serviço ao longo do prazo estabelecido para a obra e, como grande parte dos serviços são interdependentes, o andamento das atividades atuais irá impactar nos prazos das etapas subsequentes. Por isso é importante programar, prever possíveis situações que possam trazer tais impactos e antecipar quais ações devem ser tomadas”, afirma Larissa.

Durante todo o processo de obras para a nova ponte, o ferry boat também está no planejamento e segue em operação normalmente para atender a população. De acordo com Larissa, foi necessário estabelecer, junto à empresa Internacional Marítima, contratada pelo DER/PR para operar a travessia da baía, um projeto específico de sinalização náutica delimitando as áreas que serão utilizadas pela empresa responsável pelo ferry boat e pelo Consórcio executor da ponte.

“A delimitação das áreas de navegação é necessária para garantir a segurança das operações. Deste modo, haverá períodos em que o ferry boat terá que fazer um trajeto um pouco maior, passando a oeste da Ilha dos Ratos. São algumas adaptações que precisam ser realizadas em prol de uma melhoria significativa para a região, que é a construção da Ponte. A Marinha, por meio da Capitania dos Portos do Paraná, tem dado todo o suporte necessário para o estabelecimento da sinalização náutica e da segurança das embarcações na baía”, complementa a engenheira.

Todas as etapas da obra realizada pelo Consórcio Nova Ponte são fiscalizadas pelo Consórcio Supervisor da Ponte de Guaratuba, com acompanhamento também dos técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e do Instituto Água e Terra (IAT). O intuito é garantir que todas os padrões de qualidade, segurança e ambientais exigidos pelo Governo do Estado sejam cumpridos.

Confira o infográfico:

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