Eleição de 2020 mudará mapa político de Curitiba

Goura e Fernando Francischini (Foto: Orlando Kissner/Alep)

As desistências de Luciano Ducci (PSB), Luizão Goulart (REP) e Gustavo Fruet (PDT) marcam o fim da geração surgida no século passado, abrindo portas para o aparecimento de novos atores após 15 de novembro, que emplacaram a carreira após o surgimento da urna eletrônica.

Caso o MDB não tenha como candidato o presidente estadual João Arruda, servirá para que o pedetista Goura solidifique como o nome mais importante da social democracia, sem as pautas radicais da esquerda.

Caso Arruda entre na corrida eleitoral, Goura vai ter que dividir o protagonismo e certamente levar a disputa municipal em Curitiba para um segundo turno, o que certificará importância de ambos nas futuras disputas.

O maior prejudicado com a entrada do pedetista foi o candidato do NOVO, João Guilherme de Moraes, mas pode ser uma estrela brilhando no céu político dependendo do desempenho dele nas urnas.

Quem se beneficiou com a saída de Ney Leprevost da disputa eleitoral em Curitiba foi Delegado Francischini, do PSL, que deve herdar boa parte do eleitorado do ex-candidato do PSD e confirmar a liderança a nível local, com o nome lembrado para voos na disputa majoritária de 2022 e um risco para a reeleição de Álvaro Dias.

Com problemas de saúde, com incomodações na Justiça e com a administração contestada, quem deve perder o fio da meada é o atual prefeito Rafael Greca (DEM) que com decisões e discursos errados escolheu o lado dos amigos de Country Clube para nortear os quatro anos de mandato e deve ser aconselhado a comprar uma caixa de “Engov” para se curar da ressaca eleitoral de novembro.

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