Curitiba perde passageiros de ônibus com falta de inovações

(Foto: Cesar Brustolin/PMC)

* José Carlos Chicarelli

O usuário do transporte coletivo de Curitiba, além de desejar passagem barata e conforto, quer e necessita de avanços tecnológicos integrados.

Mas o que vemos, é a URBS e as concessionárias querendo um utilizador na idade da pedra, sem informação e rezando para a implementação dos avanços tecnológicos, com a finalidade de fazer o tempo passar mais rápido até o ponto de destino.

Nas administrações anteriores da URBS instalaram painéis acoplados ao Google que, avisariam a chegada dos ônibus em terminais foram abandonados, assim como prometeram a instação de wi-Fi em ônibus e terminais.

Infelizmente tudo ficou no papel e não passou de gargantagem e mais uma  promessa midiática da atual administração, sob a responsabilidade do prefeito Rafael Greca (DEM).

Hoje, tudo isso representa apenas exemplos péssimos de milhões de reais desperdiçados.

A entrada dos transportes alternativos, como o Uber, força mudanças e obriga a releitura do relacionamento entre a URBS e os empresários das concessionárias.

Uma crítica vai para a atual gestão que vem tentando se colocar como cidade tecnológica e gastando milhões no programa Vale do Pinhão: até agora não conseguiu emplacar nenhuma mudança no transporte coletivo ou até mesmo no trânsito, que aliás está um caos, com sinaleiros sem sincronia na maioria das vias da cidade.

Para tentar parar de perder passageiros é preciso uma política voltada para incentivar o curitibano deixar o carro na garagem, implementando novidades da revolução tecnológica, modernizando o transporte e oferecendo conforto como ar condicionado e ar quente.

O passageiro não quer apenas canaletas exclusivas, mas um meio de transporte eficiente, com maior número de ônibus circulando nos horários de pico e tratamento “vip”, com fácil acesso ao interior dos veículos, como nos americanos – hoje, as escadas são elevadas para os idosos e obrigam uma ginástica para entrar e sair.

Além do que, os alimentadores precisam de veículos melhores, com uma frota maior disponível, especialmente nos horários de menor fluxo de passageiros, como nas noites, nos sábados e nos domingos.

Se a adaptação não ocorrer rapidamente, o modal vai agonizar, o transporte alternativo vai passar a ter maior importância e aumentar o número de usuários, o que é uma tendência devido ao péssimo serviço entregue pelas concessionárias.

Hoje, o usuário precisa de um upgrade no serviço, que inclui passagem mais barata, ônibus confortáveis, disponibilidade de assentos, ar condicionado e quente, wi-fi, acompanhamento do trajeto e do horário do veículo através do Google, para evitar o desperdício de tempo, facilidade para o pagamento da passagem, flexibilidade para utilização do serviço e motoristas sem a pressão das penalidades pelo atraso.

Somente ouvindo o clamor dos usuários, com as concessionários apresentando uma nova mentalidade de serviços, nossa cidade voltará a recuperar passageiros, retirar carros das ruas e diminuir a poluição.

* José Carlos Chicarelli é ex-vereador e participou da CPI da Urbs/Transporte Coletivo,

5 COMENTÁRIOS

  1. Chega a ser ridículo não ter internet nos ônibus. Se vc viaja em um ônibus para Foz do Iguaçu, vc tem wi-fi e pode recarregar o celular.

  2. Esses dias eu peguei o vermelhão e chovia dentro. Isso é um descaso com a população. Onde está a prefeitura que libera um veículo desses para circular.

  3. Subir e descer, o motorista pára quase 2 metros do meio fio, quando 1 para rente eu até agradeço, mas é raro.
    Não uso mais ônibus para trabalhar, ando a pé, trabalho perto de casa e só uso uber, educação milhões de vezes melhor que motorista, cobrador e prefeito

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