Licitação do transporte coletivo necessita ajustes para beneficiar usuário

Rafael Greca e Donato Gulin almoçando no Graciosa Country Clube, em 2017

José Carlos Chicarelli

Apesar dos documentos divulgados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Urbs (ou do Transporte Coletivo), na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet (2013/2016) e o embasamento para o município pedir a nulidade do atual contrato de concessão em Curitiba, até agora nada foi feito pela atual administração e nada indica que vai ser feito – nem pelos 38 integrantes da Câmara Municipal.

As investigações dos vereadores na época mostrou que o preço da passagem de ônibus estava superfaturado, sendo incluído na planilha itens desnecessários, como assinaturas de jornais e revistas, entre outros.

Em 2013, o Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) apontou diversas irregularidades no processo de licitação, além do superfaturamento da tarifa que, de acordo com o TC, não deveria custar mais de R$ 2,25 – hoje, o valor é de R$ 4,50.

O próprio Ministério Público do Paraná (MP-PR), na Operação Quixadá, cobrou o município de Curitiba a nulidade dos contratos de concessão do transporte coletivo por favorecimento a um grupo empresarial dominante, envolvimento de agentes públicos e influência de lobistas, como advogados destas empresas.

A proximidade entre o poder público e políticos não é nada bom para o usuário que acaba sendo prejudicado, pagando uma passagem cara e não recebendo a recompensa de bons serviços, como wi-fi para celulares, ar condicionado e quente, por exemplo.

José Carlos Chicarelli é suplente de vereador e criador da CPI da URBS do Transporte Coletivo de Curitiba

A matéria é opinativa e não reflete a opinião do veículo

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