Bolsonaro já age visando a eleição de 2022

Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

Denise Rothenburg conta no blog que o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a semana para dois movimentos importantes: o primeiro foi incluir, no pé do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, uma proposta que havia sido encaminhada ao Congresso antes mesmo da reforma da Previdência e sem direito a “Cabo Canaveral” — apelido que os políticos dão às solenidades de lançamento de projetos e programas no Planalto.

Agora, com a campanha do governo, o presidente espera retomar essa bandeira de combate à corrupção e ao crime organizado e, por tabela, deixar Sérgio Moro mais coladinho no Planalto, e não solto, de forma, a (quem sabe?) se lançar numa carreira política distante do chefe.

O segundo movimento, além de Moro, diz respeito a tentar firmar mais um pé em outro terreno adversário, o de João Dória. Aí está relacionada a recepção ao PSD, partido do ex-ministro Gilberto Kassab, hoje ligado ao governador João Dória, que tem se aproximado do governo. A intenção é segurar a bancada ao lado do presidente para que não escape lá na frente.

A corrida do presidente rumo ao pacote anticrime aproxima Moro, põe Bolsonaro novamente na rota que o levou à vitória e, por tabela, ainda o põe em confronto com o Supremo Tribunal Federal, diante das discussões que virão, como a modulação dos processos passados relativos a delatores e a delatados e a prisão em segunda instância. Essas discussões vão ferver na segunda quinzena de outubro, depois da pausa para canonização de irmã Dulce.

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