Justiça bloqueia R$ 23,9 milhões de investigados na Quadro Negro

A 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba determinou nesta quinta-feira, 29 de agosto, o bloqueio de bens no valor de R$ 23,9 milhões de investigados no âmbito da Operação Quadro Negro, que apura desvios de recursos públicos destinados à construção e reformas de escolas no estado.

A decisão, em caráter liminar, atende a pedido feito pelo Ministério Público do Paraná em ação civil pública ajuizada na última terça-feira, 27 de agosto. O bloqueio atinge uma empreiteira e seis agentes públicos investigados.

O valor bloqueado refere-se à soma dos danos causados por desvios de verbas na construção e obras em três escolas estaduais, mais a multa civil estimada a ser aplicada, em caso de condenação, aos investigados pelos fatos ocorridos no âmbito da Secretaria Estadual de Educação entre os anos de 2012 e 2015.

Os desvios de recursos públicos, bem como a celebração de aditivos contratuais desnecessários, estão relacionados às obras do Centro Estadual de Educação Profissional de Campo Largo, do Colégio Estadual Yvone Pimentel, em Curitiba, e do Centro Estadual de Educação Profissional de Ibiporã.

Os bloqueios de bens determinados pela Justiça são do ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), da Secretaria de Educação do Paraná, Maurício Fanini; o ex-superintendente da Sude, Jaime Sunye Neto e os engenheiros civis na Sude Angelo Menezes, Bruno Hirt e Evandro Machado, além da
construtora Machado Valente Engenharia Ltda.

Colégio Estadual Yvone Pimentel (Foto: divulgação TC-PR)

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